ATELIÊDEGRAVURA

Ateliê de Gravura

Durante os últimos anos de sua vida, Iberê Camargo manteve em sua casa um Ateliê de Gravura, onde criava obras na técnica de gravura em metal. Além de uma prensa alemã e dos diversos materiais necessários para esta prática, o artista contava com um profissional especializado na para auxiliá-lo. O espaço era muito utilizado por Iberê até seu falecimento, em 1994.

Em 1999, a Fundação Iberê Camargo reativou o Ateliê com o objetivo de garantir que o espaço permanecesse dinâmico. Desde então, ele recebe os participantes do Programa Artista Convidado – uma ação que convida nomes de projeção nacional e internacional, não necessariamente habituados à técnica da gravura, para trabalhar no ateliê durante uma semana, com o objetivo de criar obras inéditas. Após o término das atividades, os artistas realizam uma conversa aberta ao público, no auditório da Fundação, na qual contam um pouco de sua trajetória e da experiência no Ateliê.

Desde sua criação, o Programa já recebeu mais de 50 convidados, selecionados pelo Conselho Curatorial da Fundação. Dentre eles, estão nomes como Amilcar de Castro, Arthur Piza, Iole de Freitas, Jorge Macchi, Leon Ferrari, Maria Bonomi, Nelson Felix, Tomie Ohtake, Waltercio Caldas e Xico Stockinger. Além dos convidados, todos os anos um artista é selecionado pela Bolsa Iberê Camargo para trabalhar no Ateliê. O Programa é supervisionado por Eduardo Haesbaert, que atuou como gravador de Iberê por cerca de quatro anos.

Das matrizes inéditas produzidas pelos convidados é feita uma tiragem, da qual metade das cópias fica com o artista, e a outra metade passa a constituir o acervo de gravuras da Fundação.