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Cheguei em Austin dia 11 de outubro, um domingo. Logo no início da semana tive algumas reuniões com Ursula Davila Villa e sua equipe, que me ajudaram a entender o campus da Universidade do Texas, e fazer meu cartão de visitante, para poder usar a biblioteca. Fiquei sabendo também onde seria meu atelier, um container no estacionamento do lado de fora do CRL, Creative Reasearch Lab. A equipe me ajudou a colocar umas paredes inteiras para poder pintar.
Eu já sabia antes de ir que queria continuar uma série de pinturas, óleo em papel, que vinha fazendo desde o início do ano na Índia, mas que tive que parar no Rio, porque não tinha dinheiro suficiente. Então, logo comprei dois rolos de papel com 135 cm de altura e uns 9 metros de comprimento. Acabei cortando folhas de 190 x 135 cm. E comecei a pintar. No meio de novembro fui visitar Nova York para ver os museus e galerias. Final de outubro tinha feito o mesmo em Dallas e Fort Worth.
Depois de NY voltei a pintar, comprei mais dois rolos de papel e mais tinta. Pintei até acabar os materiais. Sabia que não ía dar mais tempo para continuar.
E, então, me dediquei a apresentação que fiz semana passada no CRL. Montei um slide show de 500 imagens de um período de cinco anos dentro do Pamplonão, ateliê coletivo da UFRJ. A apresentação foi sobre minha experiência nesses cinco anos com as pessoas que conheci e trabalhei lá dentro. Na platéia, muitos alunos e professores. Todos pareciam ter gostado de ver um pouco da realidade de uma universidade federal brasileira. O direto oposto da Universidade do Texas, uma das mais ricas dos Estados Unidos.
Agora estou em South Carolina. O semestre no Texas terminou dia 5 de dezembro. A faculdade está vazia. Então, vim rever Columbia cidade que morei há 11 anos, quando criança.
Vijai Patchineelam
Estados Unidos, dezembro de 2008.
Leia matérias sobre a residência de Vijai nos sites norte-americanos ...might be good e ABC News.
Ao lado, imagens do ateliê de Vijai.
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