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Desenhista da figura humana desde seus primeiros passos no aprendizado do desenho, Iberê retratou inúmeras pessoas ao longo de sua vida. Na década de 40 realiza diversos desenhos de seus pais, de sua esposa Maria, do mestre Guignard e de diversos amigos. Na década de 80, quando retoma a figura humana,retrata amigos como Vasco Prado, Xico Stockinger, e vários modelos. Trabalhava de forma obcessiva e apaixonada, até encontrar o resultado desejado. "O pintor sempre encarna as figuras que pinta. Ele as cria à sua imagem e semelhança. [...] Admito que minhas figuras se me assemelham." (p.32, Lagnado)

Maria
1984
55 x 78 cm
Óleo sobre tela
Coleção Maria Coussirat Camargo | Fundação Iberê Camargo | Porto Alegre
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Auto-retrato
1984
25 x 35 cm
Óleo sobre madeira
Coleção Maria Coussirat Camargo | Fundação Iberê Camargo | Porto Alegre
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O artista realizou incontáveis auto-retratos. Para ele, tratava-se de uma busca de auto-conhecimento e de questionamento interior : "Como modelo me transmuto em forma. Sou, então, pintura. Ao me retratar, gravo minha imagem no vão desejo de permanecer, de fugir ao tempo que apaga os rastros. O auto-retrato é uma introspecção, um olhar sobre si mesmo. É ainda interrogação, cuja resposta é também pergunta. Essa imagem que o pintor colhe na face do espelho, ou na superfície tranqüila da água, - penso no Narciso de Caravaggio – revela como ele se vê e como olha o mundo. (...) Não tenho presente quantos auto-retratos pintei. Se retratar-se revela narcisismo, todos pintores o são. Na sucessão de minha imagem no tempo, ela se deteriora como tudo que é vivo e flui. Muitas vezes, me interroguei diante do espelho. No passar do tempo, nos transformamos em caricaturas." (p.31-32, Lagnado)
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