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Iberê Camargo é conhecido como pintor, por seus percursos entre a figuração e a abstração. No entanto, suas práticas pictóricas estão fundamentadas em uma intensa produção de desenhos e gravuras, fato que contribuiu ao emprego de soluções gráficas em sua maneira de pintar. A prática do desenho é um procedimento presente em toda a carreira do artista e é o ponto de partida para muitas obras que se tornaram mais conhecidas em seus diferentes suportes e materiais.
Sem título, 1993
guache e nanquim sobre papel, 25 x 35 cm
Col. Maria Coussirat Camargo
Fundação Iberê Camargo,
Porto Alegre
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Suas imagens são configuradas por uma linha segura, que contorna as figuras, uma linha precisa e uniforme em sua espessura. Este método de constituição gráfica, da linha que dá forma às figuras é uma herança de seu período de formação no Rio de Janeiro (1943-4) com Alberto da Veiga Guignard, ou ainda antes, do período que trabalhou como desenhista para projetos arquitetônicos.
A linha para Iberê Camargo assume diferentes possibilidades: ora assume a função estrutural de uma forma, ora delimita campos das imagens, ora completa as manchas ou atravessa espontaneamente as massas altas de tinta. Devido à grande riqueza de suas propostas na utilização da linha, tem-se em cada uma o desvendar de um campo de conhecimento da obra de Iberê Camargo, mas também de múltiplas pesquisas que cada um poderá criar.
Estudo para Fantasmagoria IV, 1987
caneta esferográfica e lápis de cor sobre papel, 32 x 21 cm
Col. Maria Coussirat Camargo
Fundação Iberê Camargo,
Porto Alegre
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