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Em 1991, o artista começa a pintar as Idiotas - seres apáticos, incapazes de reagir à realidade circundante. Esses personagens apresentam-se envoltos na atmosfera ora sombria, ora crepuscular, que mescla o presente e o passado do artista. A idiota, obra de 1991, é a primeira de uma série de idiotas que reaparecem em obras como As Idiotas, 1991, Crepúsculo da Boca do Monte, de 1991, ou na série Tudo te é Falso e Inútil, de 1992.

"As figuras que povoam minhas telas envolvem-se na tristeza dos crepúsculos dos dias de minha infância, guri criado na solidão da campanha do Rio Grande do Sul. Para construir o quadro, que é o mundo concreto do pintor, procedo como um artesão obcecado na busca incansável da forma. Nele, nenhum detalhe é supérfluo. Faço e refaço até alcançar a síntese das figuras que pinto." (p.17, Lisette Lagnado)


A Idiota
1991
154,8 x 199,8 cm
Óleo sobre tela
Coleção Maria Coussirat Camargo | Fundação Iberê Camargo | Porto Alegre
 
 
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