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A partir de 1959, aproximadamente, devido às restrições físicas impostas por uma hérnia de disco, o artista passa a trabalhar em seu ateliê. Sua paleta de cores assume tons mais sombrios e surgem os carretéis como tema para sua pintura. Através desses objetos, reminiscências de sua infância, o artista acessará mais tarde o abstracionismo. "Símbolo, signo, personagem – o carretel -, brinquedo da minha infância, e agora, nesta fase, tema da minha obra, está impregnado dos conteúdos do meu mundo." (p.99, Camargo) Os carretéis tornam-se uma presença forte e recorrente em sua obra. Ao longo de quase 40 anos, eles surgem, ora transfigurados em signos, ora através de referências mais sutis, tornando-se linhas rápidas, quase imperceptíveis, como em Tudo te é falso e inútil V, de 1993: "O carretel, esse ente industrial, foi o tema, o personagem do meu drama pictórico". (p.27, Lagnado)
Ascensão I
1973
57 x 40 cm
Óleo sobre tela
Coleção Maria Coussirat Camargo | Fundação Iberê Camargo | Porto Alegre
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Desdobramento II
1972
93 x 132 cm
Óleo sobre tela
Coleção Maria Coussirat Camargo |
Fundação Iberê Camargo | Porto Alegre
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Sem título
c.1959
23,5 x 32,5 cm
Nanquim e grafite sobre papel
Coleção Maria Coussirat Camargo |
Fundação Iberê Camargo | Porto Alegre
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